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"Há ausências que nunca aprendemos a aceitar. Apenas aprendemos a amar de outra forma, através da saudade." 💜

Há saudades que cabem numa fotografia, numa memória ou numa data. 
E depois existem aquelas saudades que moram em nós todos os dias.


Saudades de alguém que já partiu, mas que continua a viver em cada pedaço de mim, de quem foi o meu porto seguro, o meu abrigo nos dias de tempestade, o colo que me acalmava quando o mundo parecia demasiado pesado para carregar, de quem me ensinou a ser quem sou, de quem me criou com amor, paciência e força, de quem segurou a minha mão quando eu não sabia caminhar sozinha e que acreditou em mim quando eu própria duvidava, de quem me segurava mesmo sem saber, da presença que parecia eterna e que, de repente, se transformou em ausência. Há dias em que ainda procuro essa voz, esse abraço, esse conforto que só aquela pessoa sabia dar.
Saudades de um amor que nasceu antes mesmo de poder ser tocado, que partiu antes de conseguir tocar todos os sonhos que guardava no coração. Partiu cedo demais, deixando palavras por dizer, abraços por dar e momentos que nunca chegaram a acontecer. Um amor tão grande que não precisou de tempo para existir, mas cuja partida deixou um vazio impossível de explicar. Há despedidas que acontecem cedo demais e dores que não encontram palavras suficientes para serem contadas.
Há dias em que a ausência pesa mais do que outros, dias em que tudo me lembra quem já está aqui. 
É estranho como a saudade consegue ser, ao mesmo tempo, uma prova de amor e uma ferida que nunca fecha completamente mas não sinto apenas saudades de quem partiu. Sinto também saudades de mim,  da pessoa que eu era antes da dor, antes da perda, de me sentir inteira, leve, verdadeiramente bem. Saudades de acordar sem este vazio escondido no peito, sem esta falta que acompanha os dias em silêncio. 
Porque há pessoas que partem, mas levam consigo uma parte de nós e aprendemos a continuar, a sorrir, a viver, mas nunca deixamos de sentir a falta delas e talvez seja isso a saudade: o amor que fica quando já não podemos abraçar quem mais amamos, o reflexo do amor que ficou quando alguém partiu, dos sonhos que existiram mesmo sem se concretizarem e da esperança de um dia voltarmos a encontrar dentro de nós a força para sorrir sem culpa.
Porque quem amamos nunca desaparece completamente. Continua a viver nas lembranças, no amor que deixaram e na pessoa que nos ajudaram a ser.

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